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Como ser agente de viagens em Portugal: guia para começar

Os caminhos para trabalhar com viagens: agência própria ou uma estrutura já registada, com formação e suporte.

Guia prático · atualizado em 8 de outubro de 2026

Dois caminhos: abrir a tua agência ou integrar uma estrutura existente

Trabalhar como agente de viagens pode seguir dois caminhos principais. O primeiro é abrir a tua própria agência de viagens e turismo, com o registo e as licenças exigidas no teu país. O segundo é desenvolver uma atividade autónoma integrada num ecossistema que já possui a estrutura legal e o registo necessários.

A escolha entre os dois caminhos depende do investimento que estás disponível para fazer, do teu conhecimento do setor, da tua experiência com obrigações legais e da tua vontade de assumir responsabilidades de gestão. Ambos os modelos exigem aprendizagem e trabalho consistente, mas começam de formas diferentes.

Global Gateways By Marta é um canal pessoal e independente, não um canal oficial da icligo.

O que exige abrir uma agência: o exemplo de Portugal

Os requisitos para abrir uma agência de viagens variam conforme o país. Em Portugal, por exemplo, a legislação exige o registo no RNAVT (Registo Nacional de Agências de Viagens e Turismo), gerido pelo Turismo de Portugal. O Decreto-Lei n.º 17/2018 estabelece o regime jurídico das agências de viagens e turismo.

No caso português, os requisitos principais incluem:

  • Registo no RNAVT: a agência precisa de estar inscrita no Registo Nacional de Agências de Viagens e Turismo. O processo está descrito no portal gov.pt.
  • Fundo de Garantia de Viagens e Turismo: obrigação de subscrever o fundo que protege os clientes em caso de insolvência da agência. A informação oficial está disponível em Turismo de Portugal.
  • Seguro de responsabilidade civil: cobertura obrigatória para danos causados a clientes.
  • Número RNAVT visível: o número de registo tem de aparecer em toda a publicidade e comunicação da agência, incluindo websites e redes sociais.

Não apresento aqui valores de taxas ou custos porque podem mudar e variam entre países. Se estás fora de Portugal, consulta as autoridades de turismo do teu país. Em qualquer caso, fala com um contabilista certificado para compreender as obrigações fiscais e os custos totais envolvidos no teu contexto específico.

Trabalhar de forma autónoma num ecossistema com formação e suporte

O segundo caminho é desenvolver a atividade de forma autónoma dentro de um ecossistema que já possui o registo RNAVT e oferece formação, ferramentas, suporte contínuo e acesso a operadores e parceiros. Este é o modelo apresentado na página Trabalhar com viagens a partir de casa.

Neste modelo, a pessoa trabalha como profissional autónomo no setor do turismo através do ecossistema icligo ("icligo Travel Partner"). A estrutura legal já existe, o que significa que não precisas de abrir o teu próprio registo RNAVT nem de subscrever o Fundo de Garantia por conta própria.

O que este modelo inclui:

  • Formação inicial para aprender ferramentas, procedimentos e boas práticas;
  • Acompanhamento contínuo e comunidade de outros Travel Partners;
  • Acesso a plataformas, operadores e materiais de suporte;
  • Trabalho a partir de casa, com flexibilidade de horário, mas com necessidade de disponibilidade para responder a clientes e participar em formação.

Importante: As condições, incluindo eventuais custos de adesão, são explicadas antes de qualquer decisão. Não existem rendimentos garantidos. Esta não é uma proposta de emprego com salário fixo, mas sim uma atividade profissional desenvolvida de forma autónoma. Os aspetos específicos ao teu país (fiscais, legais) são esclarecidos quando entras em contacto através da página de informação.

Competências que vais usar

Independentemente do caminho escolhido, as competências necessárias são semelhantes. Vais precisar de:

  • Pesquisa e comparação: saber procurar opções de viagem, comparar propostas de diferentes operadores e identificar soluções adequadas ao perfil do cliente.
  • Comunicação: ouvir o cliente, fazer perguntas para compreender as suas necessidades reais e explicar propostas de forma clara e honesta.
  • Preparação de propostas: estruturar orçamentos detalhados, explicar o que está incluído e o que fica de fora, e apresentar alternativas quando faz sentido.
  • Acompanhamento: responder a dúvidas antes da reserva, gerir alterações durante a viagem e dar suporte após o regresso.
  • Promoção e desenvolvimento de contactos: promover o teu serviço, construir relações de confiança e desenvolver a tua própria base de clientes.
  • Organização: gerir várias propostas ao mesmo tempo, cumprir prazos de operadores e manter registos claros.

Estas competências não precisam de existir todas no início, mas vais ter de as desenvolver ao longo do tempo. A formação ajuda, mas a aprendizagem real acontece na prática, com erros, correções e ajustes contínuos.

Como avaliar uma proposta antes de aderir

Se estás a considerar integrar uma estrutura existente — como o modelo icligo ou outro semelhante —, há perguntas essenciais a fazer antes de avançar:

  1. As condições são explicadas antes de qualquer compromisso? Deves receber informações claras sobre custos, comissões, obrigações e expectativas antes de tomar uma decisão.
  2. Existem rendimentos garantidos? Desconfia de promessas de ganhos fixos ou fórmulas mágicas de "rendimento extra garantido". A atividade depende do teu esforço, aprendizagem e capacidade de desenvolver clientes.
  3. A formação e o acompanhamento estão incluídos? Confirma que existe formação inicial, materiais de apoio e suporte contínuo enquanto desenvolves a atividade.
  4. Quem detém o registo legal? Se vais trabalhar integrado numa estrutura, confirma que essa estrutura possui o registo legal necessário no país onde opera. Em Portugal, por exemplo, podes consultar o RNAVT no Registo Nacional de Turismo.
  5. Como funciona a parte fiscal no teu país? Esclarece como vais emitir faturas ou recibos, que regime fiscal se aplica e se precisas de abrir atividade como trabalhador independente. Estes detalhes são esclarecidos quando entras em contacto através da página de informação.

Não te comprometas sem compreender todos estes pontos. Se algo não fica claro ou se a resposta for evasiva, isso é um sinal de alerta. Confirma sempre a informação com fontes oficiais e, se necessário, com um contabilista ou advogado.

Perguntas frequentes

Preciso de ter experiência prévia no setor do turismo?

Não é apresentada como obrigatória. Se escolheres integrar uma estrutura com formação, vais aprender ferramentas, procedimentos e boas práticas desde o início. No entanto, vais precisar de tempo, consistência e disponibilidade para aprender.

Quanto custa abrir uma agência de viagens com RNAVT?

Os valores mudam e dependem de vários fatores (taxas de registo, seguro, fundo de garantia, apoio jurídico e contabilístico). Consulta as páginas oficiais do Turismo de Portugal e fala com um contabilista certificado antes de avançar.

Se trabalho integrado numa estrutura, como funciona a parte fiscal?

Depende do modelo e do país onde estás. Na maior parte dos casos, vais trabalhar como trabalhador independente. Em Portugal, isso significa passar recibos verdes. Os detalhes específicos ao teu país são esclarecidos quando entras em contacto através da página de informação. Valida sempre com um contabilista local.

Como sei se uma estrutura tem registo legal válido?

Pede o número de registo e consulta-o na base de dados oficial do país onde a estrutura opera. Em Portugal, por exemplo, podes consultar o RNAVT no Registo Nacional de Turismo. A publicidade de agências deve incluir o número de registo de forma visível.

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Fontes

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